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20 de julho de 2012

3ª Força de Porter – Qual é o poder de barganha dos fornecedores?

As cinco Forças de Porter, com destaque para o poder de barganha dos fornecedores
As cinco Forças de Porter, com destaque para o poder de barganha dos fornecedores

O poder de barganha dos fornecedores é o estudo da 3ª Força de Porter, e ela fala sobre o quanto a posição da empresa no mercado pode ficar dependente de quem a fornece matéria-prima e mercadorias. Ter poucas opções de fornecedores, por exemplo, pode ser um grande problema, pois deixa o negócio suscetível a receber pressão, se submeter a aumentos nos preços e queda na qualidade da entrega.

Conheça como funciona a Gestão de Risco, mapeando corretamente seus processos, e descubra uma forma correta e confiável de reduzir a influência dos fornecedores.

Se o único fornecedor de um negócio sai do mercado por alguma fatalidade, ou pior, se passa a fornecer com exclusividade para um concorrente, o impacto nesta empresa pode ser gigantesco até que se encontre uma alternativa. E influenciar nos preços, nos prazos de entrega, na qualidade e até causar a perda de clientes.

Fornecedores têm maior poder de barganha e são mais fortes quando a perda de um cliente não significa um grande problema, mas o comprador perder o seu fornecimento, sim.

Pense em uma marca importante que fornece sua mercadoria para uma pequena loja. Neste caso, este fornecedor tem maior poder de barganha, porque se torna essencial à sobrevivência do negócio.

No entanto, se este mesmo fornecedor vender para uma grande loja multimarcas com um portfólio variado e de sucesso, seu poder de barganha diminui muito, porque este passa a representar uma parte pequena e menos importante das vendas do seu comprador. Inclusive pode ser substituído por outras marcas.

3ª força de Porter - O poder de barganha dos fornecedores diminui quando a empresa tem mercadorias de diversas fontes
O poder de barganha dos fornecedores diminui quando a empresa tem mercadorias de diversas fontes

O poder de barganha é influenciado por algumas circunstâncias; isso acontece quando:

  • a empresa tem poucos fornecedores e estes vendem para muitos compradores;
  • o fornecedor não tem concorrência, nem sofre com produtos substitutos;
  • o setor não é essencial para os fornecedores;
  • os fornecedores vendem um produto que seja um insumo importante para os compradores;
  • os fornecedores são uma ameaça se puderem passar a produzir o que o comprador vende.

3ª Força de Porter mostra que ter mais fornecedores é uma estratégia na cadeia de valor da empresa

Como então não ficar nas mãos dos fornecedores? Há fornecedores que são únicos no mercado, ou exigem contratos de exclusividade, por exemplo, situações que dificultam a possibilidade da empresa ter opções, mas é sempre importante entender e buscar quem a possa subsistir.

Ampliar o leque de fornecedores é uma estratégia para qualquer negócio. Quanto mais fornecedores uma empresa tiver, maior o poder de barganha dela, e menor as chances de ter as vendas prejudicadas por falta de insumos.

Uma empresa nunca deve acomodar-se também com quaisquer condições impostas por um fornecedor, seja de prazo, de preço etc. Mas isso só é possível se tiver o poder de barganha em suas mãos. Assim, o fornecedor passa a ter mais comprometimento com a empresa e com suas entregas.

Depender exclusivamente de um fornecedor impede que a empresa busque os melhores serviços, preços e prazos que atendam suas necessidades. Dá menos possibilidade de negociação. E nenhuma empresa pode correr este risco.

Entendeu como implantar a 3ª Força de Porter nos seus negócios? Aprenda também como ela se relaciona com as outras forças e com o modelo de análise das 5 forças.

O que são as Forças de Porter e quem é Michael E. Porter

As Forças de Porter formam um modelo de análise usado para mapear e entender as forças competitivas existentes em um setor de atuação. Esse framework foi criado na década de 70 e ainda hoje é ferramenta importante no planejamento empresarial. O modelo permite fazer uma análise setorial dos principais concorrentes, atores e forças que se relacionam dentro de um mercado. Ensinado em praticamente todas as formações de profissionais dos setores de administração e marketing, o modelo foi criado por Michael E. Porter, professor da universidade de Harvard.